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Fator de Desenvolvimento Rural

O Turismo no Espaço Rural constitui uma atividade geradora de desenvolvimento económico para o mundo rural quer por si só, quer através da dinamização de muitas outras atividades económicas que dele são tributárias e que com ele interagem. Nas zonas rurais, onde esta atividade se tem desenvolvido com maior impacto, é já possível constatar a contribuição positiva para a melhoria da economia rural. Esta melhoria pode ser expressa quer em termos financeiros, quer pelo contributo para:

  • a sustentação do rendimento dos agricultores;
  • a diversificação das atividades ligadas à exploração agrícola;
  • a pluriatividade;
  • a manutenção, a criação e a diversificação de empregos, em particular dos agricultores a tempo parcial;
  • o desenvolvimento de novos serviços (de informação, de transporte, de comunicações, de animação, etc.);
  • a conservação e a melhoria da natureza e do ambiente paisagístico;
  • a sobrevivência dos pequenos agregados populacionais;
  • o apoio à arte e ao artesanato rural;
  • a dinamização de iniciativas culturais;
  • a recuperação do património histórico;
  • o incremento do papel das mulheres e dos idosos;
  • a revitalização das coletividades, através do surgimento de novas dinâmicas, ideias e iniciativas.

 

Estudos no âmbito do Turismo Rural

  • Estudo de Caracterização do Turismo no Espaço Rural e do Turismo de Natureza em Portugal
    A Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), como entidade de referência das áreas de diversificação da economia rural, promoveu a realização de um estudo pioneiro de caracterização do setor, tendo convidado para parceiros o Turismo de Portugal, I.P. e a Federação Minha Terra.
    Este estudo foi o primeiro a ser realizado em Portugal de âmbito nacional e com o objetivo de caracterizar de forma aprofundada a atividade turística, enquadrada no Turismo no Espaço Rural (TER) e Turismo de Natureza (TN) nas várias modalidades que o compõem, e identificar os principais estrangulamentos e as potencialidades para o desenvolvimento deste setor.
  • Estudo sobre a internacionalização do turismo no meio rural
    “O Estudo sobre a internacionalização do turismo no meio rural” financiado pelo Programa da Rede Rural Nacional, resultou da necessidade de definir uma estratégia integrada para o setor, como foi referenciado no âmbito das recomendações do “Estudo de Caracterização do Turismo no Espaço Rural e do Turismo de Natureza em Portugal”, realizado em 2008 e promovido pela DGADR.
    Este projeto assentou numa parceria entre o GPP e a DGADR e contou com a colaboração do Turismo de Portugal, I.P., tendo como objetivo “definir as diretrizes estratégicas para que Portugal compita com êxito no mercado europeu de viagens de turismo rural e igualmente fomentar a sua procura interna”.
    O estudo foi realizado pela empresa THR International Tourist Consultants, selecionada por concurso público, que apresentou o relatório final  em Novembro de 2012.
  • Guia das Boas Práticas do TER e Turismo de Habitação — Turismo de Portugal, I.P. (junho 2014)
    O TER e o TH não são apenas fatores de diversificação das atividades agrícolas, mas também de pluriatividade, através da dinamização de um conjunto de outras atividades económicas que deles são tributárias e que com eles interagem. É o caso do artesanato, da produção e venda na exploração de produtos tradicionais, dos serviços de transporte, de animação, de guias, entre outros.
    Importa, pois, promovê-los de forma harmoniosa e sustentada, difundindo e valorizando as respetivas "boas práticas", no respeito pelas diferenças que caracterizam cada região e pelos requisitos de qualidade e de comodidade exigidos pela clientela que os procura.
    Este guia tem por objetivo constituir um repositório de recomendações, procedimentos e comportamentos associados às melhores práticas no serviço de acolhimento no Turismo de Habitação e Turismo no Espaço Rural, assegurando a qualidade dos serviços prestados. Pretende ainda ser uma ferramenta de alavanca para futura adesão a uma certificação através da Norma Portuguesa NP4494:2010, sobre TH e TER, no âmbito dos requisitos da prestação de serviços e características.
  • Código de Conduta e Boas Práticas dos visitantes em Áreas Protegidas, ICNF
    A estratégia de implementação do Programa Nacional de Turismo de Natureza (PNTN) consagra a integração e sustentabilidade dos seguintes vetores: Conservação da Natureza, Desenvolvimento Local, Qualificação da Oferta Turística e Diversificação da Oferta Turística.
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