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Regadio e recursos naturais
Ambiente e Ordenamento
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Projecto Hidroagrícola do Sotavento Algarvio

Designação e Localização

Figura 1O Aproveitamento Hidroagrícola do Sotavento Algarvio, situa-se na Região Agrária do Algarve, no distrito de Faro, abrangendo os concelhos de Castro Marim, Vila Real de Santo António, Tavira e Olhão (ver figura 1 — clique na fig. para ver ampliação).

Figura 2A área total abrangida por este Aproveitamento Hidroagrícola é de 8 600 hectares, sendo a área útil equipada de 8 100 hectares, a qual se estende pela orla costeira e pelos terrenos do barrocal, a sul da Via Longitudinal do Algarve (Via do Infante), entre a povoação de S. Bartolomeu, a leste, no concelho de Castro Marim, e a estrada Fuseta — Moncarapacho, a oeste, no concelho de Olhão (ver figura 2 — clique na fig. para ver ampliação).

Este Aproveitamento Hidroagrícola está integrado num sistema hidráulico global, denominado Aproveitamento Hidráulico Odeleite – Beliche, de fins múltiplos, para a rega e abastecimento urbano.

Objectivos

Como se disse, o Aproveitamento Hidroagrícola está integrado no Aproveitamento Hidráulico Odeleite – Beliche, de fins múltiplos, para a rega e abastecimento urbano. Com efeito, o sistema de abastecimento de água a esta região do Algarve, quer para rega quer para consumo urbano, baseava-se, quase na totalidade, no aproveitamento de águas subterrâneas, que se começaram a revelar insuficientes face ao grande desenvolvimento desta zona, em especial o aumento do regadio e do consumo urbano.
No Sotavento Algarvio a situação apresentava-se preocupante não só devido à escassez mas também à má qualidade dessas águas subterrâneas.
A construção do Aproveitamento Hidráulico Odeleite – Beliche, teve, portanto, como objectivo principal fornecer água, em quantidade e qualidade, para satisfazer as necessidades hídricas das culturas numa área com excelentes condições climáticas e abundância de solos com aptidão para o regadio, propícios para a horticultura, fruticultura, floricultura e subtropicais, culturas estas que, pela sua precocidade, apresentam vantagens competitivas, mesmo num mercado alargado.
Além da construção das redes de rega nos 8 100 hectares de área equipada, foi feita uma intervenção na rede de caminhos agrícolas, que consistiu, de um modo geral, no melhoramento da malha de caminhos existentes, tendo sido reparados e revestidos com tapete betuminoso 78 km de caminhos e assegurada a sua drenagem pela construção de valetas, aquedutos e pontões.

Descrição e Divisão em Blocos

Descrição e Divisão em Blocos

O Sistema Hidráulico Odeleite — Beliche é constituído por um conjunto de estruturas hidráulicas, sendo as infra-estruturas primárias aquelas que apresentam maior envergadura:

  • Duas barragens, a de Odeleite e a de Beliche;

  • Um Túnel, com cerca de 3 km de comprimento, que une as albufeiras das duas barragens;

  • O Adutor, uma conduta de 2 500 mm de diâmetro interno, com 28 km de comprimento, que faz a transferência de caudais desde a barragem do Beliche até ao reservatório de Santo Estevão, bem como assegura a alimentação directa das seis derivações de água existentes ao longo do percurso, para a rega dos Blocos D.1 ao D.4.1;

  • O Reservatório de Santo Estevão, reservatório a céu aberto, tipo colinar, com uma capacidade de 130.000 m3, que abastece as redes de rega dos Sub-Blocos D.4.2 e D.4.3;

  • A Estação Elevatória 1 (EE 1), situada no início do Adutor, assegura a energia necessária ao transporte dos caudais ao longo do Adutor;

  • A Estação Elevatória 2 (EE 2) — estação sobrepressora intercalada no Adutor, cerca de 3 km a montante do Reservatório de Santo Estevão — a qual entra em funcionamento quando for necessário um acréscimo de energia para transportar o caudal de ponta para aquele reservatório.

As infra-estruturas secundárias são constituídas pelas Redes de Rega, as Estações Elevatórias e as Estações de Filtração (ver quadro 4). Além destas, o Aproveitamento Hidroagrícola conta ainda com as redes de drenagem e viária.
A área beneficiada, com uma área equipada de 8 100 hectares, está dividida em quatro Blocos de rega e respectivos Sub-Blocos, tendo cada Sub-Bloco uma rede de rega independente das dos outros.
Os Blocos de rega estão distribuídos por duas zonas distintas separadas pelo rio Séqua: a de nascente e central, engloba os Sub-Blocos D.1.1, D.1.2, D.2.1, D.2.2, D.4.1 e o Bloco D.3, com as redes de rega a serem alimentadas mediante derivações no Adutor; a de poente, engloba os Sub-Blocos D.4.2 e D.4.3, cujas redes de rega são alimentadas a partir do Reservatório de Santo Estevão.
As redes de rega, sob pressão, têm aproximadamente 271 km de comprimento, beneficiando cerca de 4.632 prédios e 3 100 regantes. São constituídas por tubagens de diversos materiais, nomeadamente: ferro fundido dúctil para os diâmetros compreendidos entre 1000 e 1500 mm; fibrocimento para os diâmetros de 350 a 900 mm; e PVC para os diâmetros inferiores a 350 mm.
As condutas estão equipadas com órgãos de manobra e segurança necessários ao funcionamento e manutenção do sistema e adequados a este tipo de redes, tais como: válvulas de seccionamento, descargas de fundo, ventosas para prevenir a ocorrência de bolsas de ar e, consequentemente reduções de caudal e golpes de aríete, válvulas de segurança para evitar sobrepressões e hidrantes de rega.
Os hidrantes têm como função o fornecimento de água aos regantes, ao nível da parcela, a partir da rede. Cada hidrante possui de uma a quatro bocas de rega, cada uma distribuindo água a diferentes prédios, o que pode implicar o débito de diferentes caudais mas sempre com uma pressão estabilizada de um mínimo de 3,5 bar, suficiente para o funcionamento da rede de rega de cada parcela (aspersão ou rega localizada).
Cada boca de rega possui um limitador de caudal que impede que o utente disponha de mais água do que aquela que lhe está destinada em termos de projecto, um contador de água e um redutor de pressão.
As bocas de rega estão divididas em dois grupos, consoante o número de utilizadores:

  • Boca de rega individual – Beneficia uma única propriedade, sendo utilizada somente por um único beneficiário, que pode utilizar a boca de rega quando quiser (24 horas por dia).

  • Boca de rega colectiva – Beneficia mais de que uma propriedade, portanto, mais do que um único beneficiário, sendo necessário realizar rotação sobre a própria boca de rega.

No fim da campanha de rega, o agricultor pagará o volume de água fornecido/consumido.

Estações de Filtração (ver quadro 1).

Estação de FiltraçãoA água transportada pelo Adutor, água de superfície, contém uma quantidade diversa de partículas sólidas de vários tipos e tamanhos que poderão danificar alguns equipamentos das redes de rega, nomeadamente as ventosas e os limitadores de caudal, reguladores de pressão e contadores das bocas de rega. Por outro lado, o entupimento é um dos problemas mais generalizado nas instalações de rega localizada dos agricultores.

Para evitar estes problemas, cada um dos seis Sub-Blocos de rega que são abastecidos directamente pelo Adutor dispõe, à cabeça da rede, de uma Estação de Filtração, constituída por uma bateria de filtros de malha, do tipo auto-limpante, de 14 polegadas de diâmetro, instalados em paralelo.
Para os Sub-Blocos D.4.2 e D.4.3, alimentados pelo Reservatório de Santo Estevão, a filtração é feita por três tamisadores montadas em paralelo, para um caudal de projecto de 3 x 1,2 m3/s. Os tamisadores são do tipo tapete-rolante (ou rotativo) e a unidade filtrante de cada um deles é constituída por um painel filtrante com rede de aço inoxidável.

Estações Elevatórias Secundárias (ver quadro 2).

Estação Elevatória EE4 (Santa Rita)As derivações do Adutor que alimentam os Blocos de rega existentes ao longo do seu percurso (Sub-Blocos D.1.1 até D.4.1) garantem o fornecimento de água com a pressão mínima de funcionamento dos hidrantes, isto é, 3,5 bar, com excepção de uma área com 458,0 hectares no Sub-Bloco D.2.1 e uma pequena área com 120 hectares do D.4.1, as quais, por estarem situadas em posição altimétrica mais elevada, necessitam de estações elevatórias sobrepressoras para o funcionamento em períodos de maior consumo. Assim, no D.2.1 está instalada a EE 4 (Santa Rita) e no D.4.1 a EE 5 (Asseca).

Quanto aos Sub-Blocos alimentados pelo Reservatório de Santo Estevão, enquanto que para o D.4.3.(com cotas até aos 50 m) a distribuição é feita com carga hidráulica natural, o D.4.2 situado a cotas mais elevadas (máx. 80 m) necessita de pressurização adicional, a qual é fornecida pela EE 3-R, situada junto ao próprio Reservatório.

Faseamento

Barragem de OdeleiteEm Dezembro de 1991, a ex-Direcção Geral dos Recursos Naturais (actual INAG) e a ex-Direcção Geral de Hidráulica e Engenharia Agrícola (actual IDRH), como donos da obra, celebraram, com um Consórcio de empresas, o contrato para a empreitada de construção da barragem de Odeleite, do Túnel Odeleite-Beliche, da Adução Beliche — ETA de Tavira (responsabilidade do INAG) e das Redes de Rega, Redes de Drenagem e Caminhos Agrícolas (responsabilidade do Ministério da Agricultura), cujos trabalhos foram concluídos em Março de 1998. A barragem de Beliche tinha já sido concluída pela ex-DGRN em meados da década de 80.

Posteriormente, foram adjudicadas as obras das seis Estações de Filtração (Dezembro de 1997 a Maio de 1999) e bem como das Estações Elevatórias EE 3-R, EE 4 e EE 5 (Outubro de 1998 a Junho de 2000), e também a empreitada de construção da rede secundária de rega do Sub-Bloco D.4.1 A, cerca de 70 hectares, na extremidade oeste do Sub-Bloco D.4.1, que decorreu de Março a Agosto de 2002.
Presentemente, está em curso a empreitada de execução do Edifício Sede da Associação de Beneficiários do Sotavento, cujos trabalhos tiveram início em Outubro de 2002, estando prevista a sua conclusão em Outubro de 2003.
Para a conclusão das obras deste Aproveitamento Hidroagricola, falta ainda executar as redes de rega de duas zonas marginais à área beneficiada: as várzeas das ribeiras de Beliche e de Odeleite. Na primeira, será equipada uma área de 161,0 hectares e na segunda, 100,0 hectares. Com efeito, a construção das barragens alterou o regime hídrico das ribeiras a jusante, privando os agricultores do aproveitamento que tradicionalmente faziam da respectiva água para a rega das suas culturas. Este problema tem sido obviado através de descargas ocasionais das barragens, mas tal não constitui a solução ideal, visto que envolve a libertação de caudais bastante elevados, que danificam as margens das ribeiras e que se escoam rapidamente, representando, por isso, perdas de água consideráveis.
Para alimentação das futuras redes de rega, as barragens dispõem de tomadas de água para o efeito. Na barragem de Beliche, a tomada de água está situada numa derivação da EE 1, e em Odeleite, localiza-se na margem esquerda da albufeira, em posição frontal à obra, sendo operada por uma torre de secção quadrada, em que a captação pode ser feita a três níveis altimétricos.

Caracterização Geral

Clima

O clima da Algarve é do tipo mediterrâneo, coincidindo a estação seca com o Verão.
O valor médio anual da radiação solar global é de 160-165 kcal/cm2, atingindo no semestre frio e chuvoso (Outubro a Março), valores superiores a 52 kcal/cm2. Quanto à insolação, os valores médios anuais são de 3 200 horas, apresentando, no semestre frio, entre Faro e Cacela, os valores médios totais de 1 200 horas, o que corresponde a 40% do total anual.
A temperatura média anual é de 17,5º C. Em relação aos valores médios máximos, nos meses mais quentes (Julho e Agosto), a temperatura é de 28º C. No semestre mais frio (Outubro a Março), os valores médios mínimos e máximos são de 10º C e 18º C, respectivamente. No período mais frio (Dezembro a Fevereiro), o Litoral do Algarve tem valores médios da ordem dos 12º C, que são os mais altos do continente, pelo que no aspecto térmico o Algarve, no Litoral e em certas zonas do Barrocal, tem as melhores condições do País para uma actividade agrícola intensiva ao longo do ano, desde que haja água suficiente para a rega.
A precipitação média anual é de 500 mm. No período chuvoso (Novembro a Março), a precipitação corresponde, em média, a cerca de 70% do valor anual e no trimestre seco (Junho a Agosto) a 2 a 3%, a maior parte caída em Junho.
Os valores da evapotranspiração potencial são da ordem dos 1 250 mm, em que 48% do total anual corresponde aos meses de Verão (Junho a Setembro).

Solos

No Sotavento do Algarve ocorrem os melhores solos da região, apresentando estes uma clara aptidão para o regadio. Num estudo realizado pela ex-DGHEA, numa área com cerca de 6 700 hectares entre Vila Real de Santo António e Tavira, identificou-se a ocorrência de Leptossolos, Fluviossolos, Arenossolos, Vertissolos, Calcissolos, Cambissolos e Luvissolos, apresentando as seguintes potencialidades para o regadio:

Com potencialidades moderadas ou elevadas (R) ................................................ 4.142 ha (62%)
- aproveitamento altamente recomendável (R1) ................................................. 3.469 ha (52%)
- aproveitamento recomendável (R2) .................................................................. 673 ha (10%)
Com potencialidades reduzidas (M) e aproveitamento marginal .................. ............1.425 ha (21%)
Sem potencialidades ou muito reduzidas (I) e aproveitamento não recomendável ...... 1.140 ha (17%)

Características Técnicas

a) Barragem de Beliche

Linha de Água: ribeira de Beliche;
Ano de conclusão: 1986;
Tipo: terra, com perfil zonado e núcleo de argila;
Bacia hidrográfica: 99 km2;
Cota do coroamento: 54,00m
Nível de pleno armazenamento (NPA): 52,00m;
Comprimento do coroamento: 527m;
Capacidade total da albufeira: 48 hm3;
Capacidade útil da albufeira: 44 hm3;
Área da albufeira: 292 ha.

b) Barragem de Odeleite

Linha de Água: ribeira de Odeleite;
Ano de conclusão: 1996;
Tipo: aterro de enrocamento com cortina de impermeabilização de betão armado no paramento de montante;
Bacia hidrográfica: 352 km2;
Cota do coroamento: 55,00 m;
Nível de pleno armazenamento (NPA): 52,00 m;
Comprimento do coroamento: 348 m;
Capacidade total da albufeira: 130 hm3;
Capacidade útil da albufeira: 117 hm3;
Área da albufeira: 720 ha

c) Túnel

3 km de comprimento, 3,3 m de altura e 3,3 m de largura, o túnel com secção em portal e revestido a betão, permite a transferência de um caudal de 25 m3/s.

d) Adutor

Constituído por uma conduta de betão armado e pré-esforçado de DN 2 500 mm, com aproximadamente 28 km, que garante o transporte de um caudal máximo de 10,4 m3/s, bombeado com recurso à Estação Elevatória 1 (EE 1).
Ao longo do adutor foram instalados vários dispositivos de protecção tais como uma chaminé de equilíbrio no início e ventosas nos pontos altos.
O adutor assegura, em simultâneo, o fornecimento directo aos blocos de rega (D.1 a D.4.1).

e) Reservatório de Santo Estevão

Reservatório de Santo EstevãoLocalizado a 28 km a oeste da barragem de Beliche, o Centro Distribuidor é constituído por um reservatório a céu aberto, do tipo colinar, concebido para armazenamento nos períodos de baixa procura, quer de rega  quer de abastecimento urbano. Está dotado de um conjunto de obras hidráulicas de segurança e de duas tomadas de água, uma para alimentação da Estação de Tratamento de Água (ETA de Tavira) no lado norte, e outra para a rega dos Sub-Blocos D.4.2 e D.4.3, no lado sul.
O Reservatório, com uma capacidade de 130 000 m3 entre as cotas 100,0 e 105,0 (coroamento à cota 106,0) permite dispor de um volume correspondente a cerca de 50% do consumo de rega diário dos Sub-Blocos D.4.2 e D.4.3.

Execução Financeira

Obras Executadas:

a) Empreitada de Execução da barragem de Odeleite, do Túnel Odeleite-Beliche, da Adução Beliche-ETA de Tavira, da Estação de Tratamento de Águas de Tavira, e das Redes de Rega, Redes de Enxugo e rede de Caminhos Agrícolas:
Valor dos Trabalhos Executados - Redes de Rega, Enxugo e Caminhos (IVA incluído): Esc. 11.433.135.096$00 [57.028.237,43 euros].
Financiamento: PEDAP (QCA I) e PAMAF (QCA II).

b) Empreitada de Concepção/Construção das Estações de Filtração das Redes Secundárias de Rega do Aproveitamento Hidroagricola do Sotavento Algarvio:
Valor dos Trabalhos Executados (IVA incluído): Esc. 329.704.473$00 [1.644.558,98 euros].
Financiamento: PAMAF (QCA II).

c) Empreitada de Construção das Estações Elevatórias EE3, EE4 e EE5 do Aproveitamento Hidroagricola do Sotavento Algarvio:
Valor dos Trabalhos Executados (IVA incluído): Esc. 798.871.186$00 [3.984.752,68 euros].
Financiamento: PAMAF (QCA II).

d) Empreitada de Construção da Rede Secundária de Rega do Sub-Bloco D.4.1.A do Aproveitamento Hidroagricola do Sotavento Algarvio:
Valor dos Trabalhos Executados (IVA incluído): 287.238,00 euros.
Financiamento: AGRO – Medida 4 (QCA III).

Obras em execução:

Empreitada de Construção do Edifício Sede da Associação de Beneficiários do Sotavento Algarvio:
Valor dos Trabalhos adjudicados: 1.111.344,54 euros (IVA não incluído).
Financiamento: AGRO – Medida 4 (QCA III).

 


Quadro 1 — Elementos característicos das estações de filtração abastecidas directamente
a partir do Adutor
Estação de Filtração D1-1 D1-2 D2-1 D2-2 D3 D4-1
Rede Secundária de Rega
Área equipada (ha)  650 612 931 937 765 416
Caudal de Dimensionamento (m3/h) 2.336 2.192 3.388 3.341 2.704 1.562
Pressão Hidrostática (m.c.a.) 96 50 31 67 85 116
Carga Piezométrica para Qmax 64 33 21 45 57 77
Dimensionamento da Estação
Número de Filtros 5 4 7 7 5 3
Abertura do elemento filtrante (µm) 514 514 514 514 514 514
Caudal/filtro (m3/h) 467 548 484 477 541 521
Área Efectiva de Filtração/filtro (m2) 0,37 0,37 0,37 0,37 0,37 0,37
Velocidade de Filtração 0,35 0,41 0,36 0,36 0,40 0,39
Perda de Carga no Filtro, em limpo (*) 0,68 0,92 0,73 0,71 0,90 0,84

(*) — Conforme curva de caudal/perda de carga obtida em ensaio próprio realizado num laboratório oficial, num dos filtros destinados à instalação.

 


Quadro 2 — Características das Estações Elevatórias

Quadro 2 — Características das Estações Elevatórias

 

Quadro 3 — Características da Rede de Rega
Bloco Altimetria
(m)
Área Total
(ha)
Área
Equipada
(ha)
Nº de
hidrantes
Área média
total por hidrante
(ha)
Nº. de
bocas de rega
Área média
total por boca de rega
(ha)
Nº. de
prédios
D1.1 entre o nível
do mar e 55m
688,40 649,46 54 12,75 111 6,20 438
D1.2 648,80 612,10 62 10,46 152 4,30 746
D2.1A entre o nível
do mar e 85m
458,43 424,03 48 20,96 108 9,31 233
D2.1B 547,57 506,49
D2.2 entre o nível
do mar e 85m
1.010,48 936,87 76 13,3 162 6,24 388
D3 entre o nível
do mar e 70m
797,05 764,68 74 10,77 152 5,24 248
D4.1 entre o nível
do mar e 70m
447,20 416,12 47 9,51 83 5,39 157
D4.2 maioritaria/
entre as cotas
80 e 30
1.099,00 996,79 113 9,72 296 3,71 655
D4.3L maioritaria/
entre as cotas
50 e 5
1.245,40 1.203,58 116 10,73 303 4,11 663
D4.3O maioritaria/
entre as cotas
50 e o nível do mar
1.678,75 1.589,99 159 10,56 427 3,93 1.180
Total   8.621,08 8.100,09 749   1794   4.708

 

Quadro 3 — Características da Rede de Rega (cont.)
Bloco Comprimento total da rede Densidade da rede
em relação à
área total (m/ha)
Diâmetros
(mm)
Volumes totais necessários para
rega da área efectiva/
regada (dam3)
Caudal na
derivação (l/s)
ano médio ano crítico
D1.1 22.517 32,70 700 a 75 5.374 5.730 649,00
D1.2 20.275 31,25 700 a 75 4.053 4.320 609,00
D2.1A 20.668 20,55 700 a 75 6.160 6.568 465,00
D2.1B
D2.2 27.500 27,20 800 a 75 6.203 6.613 557,00
D3 26.000 32,60 800 a 75 5.063 5.397 927,50
D4.1 16.000 35,80 600 a 75 2.755 2.937 750,60
D4.2 39.825 35,00 1.000 a 75 6.599 7.035 433,80
D4.3L 40.962 31,90 1.500 a 75 7.968 8.495 952,98
D4.3O 57.383 32,70 1.200 a 75 13.158 14.028 1.156,40
Total 271.130   1.500 a 75     1.500,15