Aproveitamento Hidroagrícola
dos Minutos
Introdução
Referenciada no Plano de Valorização do Alentejo como um pequeno aproveitamento, a Barragem dos Minutos surgia já nos anos 50 como uma evidente necessidade para contrariar as adversas
condições climáticas que tornam esta região claramente carenciada do ponto de vista dos recursos hídricos.
De facto, o regime pluviómetro a sul do rio Tejo condiciona a actividade agrícola e compromete assim o desenvolvimento social a económico de uma vasta região.
A construção do Aproveitamento Hidroagrícola dos Minutos surge deste modo, como um elemento capaz de alterar positivamente as condições de vida no concelho de Montemor-o-Novo. O próprio Estudo de Impacte Ambiental (EIA) assinala que
“...numa situação futura sem empreendimento a provável que se continuem a verificar as actuais tendências de evolução determinando a continuidade dos processos de desertificação
humana.”
Ora para além de proporcionar a diversificação cultural numa zona naturalmente carenciada do recurso agua, o Aproveitamento significara também um impacto positivo quer na valorização da paisagem, quer ao permitir a criação de condições favoráveis à fixação das populações e, consequentemente, ao desenvolvimento económico da região através do regadio.
Caracterização Geral
O Aproveitamento Hidroagrícola dos Minutos localiza-se
(clique na fig. ao lado para ver pormenor) nas margens do Rio
Almansor, a este e nordeste da cidade de Montemor-o-Novo, distrito de Nora, e tratando-se de uma área com grande aptidão agrícola — 1.532 ha — terá como principal finalidade o regadio.
As culturas predominantes na região são o milho, a vinha, a beterraba e pastagens.
Do ponto de vista fundiário, o aproveitamento apresenta duas zonas completamente distintas que beneficiam na globalidade 162 agricultores:
— o Bloco das Amoreiras, com 1.430 ha onde predominam as grandes e médias explorações;
— e o Bloco dos Foros do Cortiço, com 102 ha e características de minifúndio.
Este aproveitamento compreende um conjunto de infra-estruturas hidráulicas tais como uma barragem e um sistema composto por uma estação elevatória, um reservatório em betão armado, uma rede de rega em pressão e redes de drenagem e viária. A barragem alimenta a estação elevatória que bombeia a água para o reservatório elevado de comando que, por sua vez, abastece graviticamente toda a rede de rega.
Características técnicas das Várias Componentes do Aproveitamento
Barragem dos Minutos
Implantada à cota 234 na Ribeira de Almansor, afluente secundário da margem esquerda do rio Sorraia e localizada nas proximidades do Monte dos Minutos, é uma barragem em aterro com um perfil zonado, dotada de um núcleo central, filtro chaminé inclinado e maciços estabilizadores a montante e jusante do núcleo.
Os solos utilizados nos aterros tiveram como origem essencialmente manchas de empréstimo na área da albufeira, o que evitou impactos negativos inerentes à exploração destes materiais, essencialmente areias argilosas a siltosas e argilas de baixa plasticidade.
No pé de montante foi incorporado o aterro da ensecadeira (com coroamento à cota
248,50) constituída por materiais idênticos aos do maciço estabilizador de montante.
Ao pé de jusante, uma zona materializada por enrocamento permite a recolha de águas de percolação pela fundação e pelos sistemas de drenagem interna da barragem, protegendo ainda as cotas inferiores do aterro de eventuais níveis de cheia a jusante.
Órgãos Hidráulicas
A Tomada de Água é feita através da torre, com entradas a dois níveis,
251,50 e 257,00, as quais estão equipadas com grades finas amovíveis e comportas comandadas a partir da câmara de manobra localizada no topo da torre. O acesso a esta câmara será feito a partir do coroamento, por um passadiço com cerca de 65 m de comprimento.
A tomada de água para rega e a da Descarga de
Fundo são realizadas através de duas condutas de aço com diâmetros de 800 mm e de 1.200 mm respectivamente, instaladas numa galeria de betão armado que atravessa o aterro junto à fundação na direcção montante-jusante e que funcionou, na fase de construção, como desvio do rio.
O Descarregador de Cheias em betão, localiza-se junto à margem esquerda e é essencialmente constituído por uma estrutura de entrada em forma de leque, com rasto à cota 262,5 e crista a cota 264,0, seguido de um canal descarregador que termina numa bacia de dissipação de energia por ressalto.
A restituição à linha de água é feita por um canal não revestido com um comprimento de 430 m, no qual[ foram construídos quatro açudes em gabions, para dissipação de energia, com 3 metros de altura efectiva. O regolfo de cada açude cria um colchão de água no pé do açude imediatamente a montante que assegura a dissipação de energia a protege o fundo do canal contra a erosão.
Equipamento de Observação
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Tubos clino altimétricos instalados a partir da fundação |
6 |
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Piezómetros |
Na banqueta |
17 |
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No coroamento |
52 |
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No terreno natural |
7 |
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Células de tensão total |
7 gr. de células |
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Células de tensão neutra |
2 |
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Marcas de nivelamento |
várias |
Características Gerais
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Hidrologia |
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Superfície da Bacia Hidrográfica |
95 km2 |
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Precipitação média anual na Bacia |
750 mm |
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Volume anual médio afluente |
26,05 hm3 |
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Caudal máximo de cheia (T = 1.000 anos) |
498 m3/s |
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Albufeira |
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Nível de Pleno Armazenamento (NPA) |
264,00 |
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Nível de Máxima Cheia (NMC) |
265,54 |
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Nível de Máxima para a Cheia de T=10.000 anos |
265,91 |
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Nível Mínimo de Exploração |
245,00 |
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Capacidade Total da albufeira (NPA) |
52,10 hm3 |
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Capacidade Útil da albufeira |
50,00 hm3 |
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Superfície Inundada (NPA) |
5,30 km2 |
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Barragem |
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Tipo de Barragem |
Terra |
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Comprimento do Coroamento |
1.293 m |
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Cota do Coroamento |
267,50 |
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Altura máxima acima da fundação |
36,00 m |
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Folga em relação ao NPA |
3,50 m |
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Folga em relação ao NMC |
1,96 m |
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Largura do Coroamento |
8,00 m |
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Inclinação do paramento de montante |
1:2,5 (V:H) e 1:2,75 |
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Inclinação do paramento de jusante |
1:2,4 (V:H) e 1:1,4 |
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Descarregador de Cheias |
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Desenvolvimento da Soleira |
34,00 m |
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Cota da Soleira |
264,00 |
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Largura do Canal |
6,70 m |
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Comprimento da bacia de dissipação |
17,00 m |
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Largura da bacia de dissipação |
11,25 m |
Principais Quantidades de Trabalho
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Corpo da Barragem |
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Escavação |
213.000 m3 |
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Aterro |
1.219.000 m3 |
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Descarregador de Cheias |
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Escavação |
29.000 m3 |
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Betões |
3.000 m3 |
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Aço em Armaduras |
235 ton |
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Circuito Hidráulico de Derivação provisória, Descarga de Fundo e Tomada de Água |
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Escavação |
5.500 m3 |
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Betões |
2.000 m3 |
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Aço em Armaduras |
114 ton |
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Tratamento da Fundação |
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Comprimento de furação |
14.800 ml |
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Cimento de injecções |
1.900 ton |
A construção da Barragem iniciou-se em 24 de Janeiro de 2000, tendo ficado concluída em Outubro de 2002.
Conduta de Adução
Uma conduta adutora com 140,00 m de extensão, em ferro fundido dúctil a 1.200 mm de diâmetro, alimenta a Estação Elevatória a partir da barragem situada a montante.
Estação Elevatória
Localizada à cota 240,00 encontra-se a Estação Elevatória (EE) que, com cinco grupos electrobomba principais e dois grupos auxiliares e a jusante um sistema de filtração, bombeia a água através da conduta elevatória para o reservatório elevado de comando.
Características principais da EE
Caudal Total — 7.560 m3/h
Altura manométrica total — 87 m.c.a.
Comando — reservatório elevado
Bombas
Cinco bombas centrífugas de câmara bipartida de eixo horizontal com um caudal nominal por bomba de
1.512
m3/h e duas bombas centrífugas de eixo vertical, com um caudal nominal por bomba de 72
m3/h.
Motores
Cinco motores com uma potência/motor de 630 kW, 690 V, 50 Hz, rotor em curto circuito e dois motores com uma potência/motor de 22 kW, 400 V, 50 Hz, rotor em curto circuito.
Reservatórios Hidropneumáticos
Dois reservatórios hidropneumáticos com um volume de 40
m3 (montante) e 60 m3 (jusante).
Posto de Transformação
Potência Principal 4 MVA
Potência Serviços Gerais 100 KVA
Sistema de Filtragem
A jusante da EE está instalado um sistema de filtragem com três filtros automáticos com auto-limpeza DN700, para um caudal nominal por filtro de 3780
m3/h e com uma malha filtrante de 1 mm.
A perda de carga máxima neste sistema é de 5 m.c.a..
Conduta Elevatória
Já acima referida esta conduta em ferro fundido dúctil, com cerca de 1,47 km de extensão e um diâmetro de 1.200 mm, alimenta o Reservatório de Comando a partir da Estação Elevatória.
Reservatório de Comando
Este reservatório circular, em betão armado, tem uma capacidade total de 600
m3, com diâmetro interior igual a 14,0 m e altura total interior de 4,90 m. A soleira fica à cota 315,0.
Devido a sua implantação altimétrica, no monte da Amoreirinha, do qual parte a Rede de Rega permite a distribuição gravítica da água de rega a todo o perímetro e, em função dos níveis de água no reservatório, faz a regulação do funcionamento da estação elevatória, ou seja, determina a paragem e o arranque dos grupos de bombagem.
Sistema de Automação de Telegestão
Para permitir a automatização da exploração da rede de rega, foi instalado um sistema de controlo e monitorização, que tem como
principais objectivos:
- a exploração racional e automática da rede;
- recolha a processamento de toda a informação sobre o estado hidráulico da rede;
- fornecer todos os elementos necessários para realizar a facturação automática dos consumos, de forma a simplificar toda a gestão administrativa do perímetro de rega.
Rede de Rega
Para a rega dos 1.532 ha do perímetro foi instalada uma rede colectiva de rega, automatizada, que irá fornecer água em pressão aos agricultores. A rede tem uma extensão total de 44 km, sendo constituída por condutas de diâmetros compreendidos entre os 1.400 e os 110 mm, em:
- Ferro fundido dúctil, para as condutas com diâmetros compreendidos entre os 1.400 e 400 mm;
- Polietileno de alta densidade (PEAD), para diâmetros entre os 315 e 110 mm;
- PVC, para diâmetros entre os 250 e os 110 mm.
A rede está equipada, na sua maioria no Bloco das Amoreiras, com 7 hidrantes, 73 hidrantes com bocas de rega (26 no Bloco dos Foros do Cortiço) e 40 bocas de rega que disponibilizam água 24 hora por dia a uma pressão mínima de 3
kg/cm2.
Os hidrantes são órgãos hidráulicos que têm por objectivo assegurar a distribuição de água aos regantes a partir da rede colectiva de rega a fazem a transição entre a rede colectiva e as redes individuais dos agricultores.
Além de estarem equipados com dispositivos de manobra e segurança para operação da rede (válvulas de seccionamento, válvulas de escape, ventosas e descargas de fundo), os hidrantes dispõem de uma válvula multifunções que apresenta os seguintes componentes:
- um contador volumétrico que permite contar os volumes de água consumidos pelo agricultor, equipado com contador de impulsos para transmissão à distância do caudal instantâneo;
- um limitador de caudal, que impede o agricultor de utilizar um caudal superior ao que foi previamente definido;
- um regulador de pressão.
Rede Viária
A intervenção sobre a rede viária do perímetro recaiu sobre a beneficiação de alguns caminhos agrícolas e a construção de novos troços, numa extensão aproximada de 22 km. A rede viária é constituída por 7 caminhos, quase todos já existentes, em que os trabalhos de beneficiação realizados consistiram na regularização da plataforma (pavimento), na abertura de valetas de drenagem e na construção de aquedutos. Foram definidos, no projecto de execução, 3 tipos de caminhos:
- Caminhos com faixa de rodagem com 4 m de largura, revestida a betuminoso, com bermas de 0,75 m. Fazem parte deste tipo, os caminhos:
N.° 1 – 6.379 m
N.° 3 – 7.358 m
N.° 4 – 2.708 m
- Caminhos com faixa de rodagem com 4m de largura, revestida a betuminoso, com bermas de largura variável, no Bloco dos Foros do Cortiço:
N.° 5 -
1.470 m
N.° 6 -
2.058 m
N.° 7 - 994 m
- Caminho com faixa de rodagem de 3,5 m de largura, revestida a "tout-venant", com bermas de 0,75 m:
N.°2 -
1.173m
Nesta obra foi proposto e utilizado pela primeira vez, em obras hidroagrícolas, um sistema de pavimentação composto por reciclagem/estabilização com cimento dos solos de fundação existentes ou a construir e a utilização de misturas betuminosas com betumes modificados com borracha reciclada de, neste caso, 17.000 pneus.
Rede de Drenagem
A intervenção na rede de drenagem pautou-se pelas seguintes actuações:
- regularização das diferentes valas de drenagem com secções transversais compatíveis com os caudais de ponta esperados;
- revestimentos dos taludes e leito das valas nos troços com declives excessivos;
- construção das obras de arte consideradas necessárias ao bom funcionamento e manutenção das valas, nomeadamente aquedutos, quedas a confluências.
Medidas de Minimização de Impacte Ambiental
Em cumprimento das exigências do processo do Avaliação de Impacte Ambiental (AIA), foi realizado o acompanhamento ambiental que inclui a
arqueologia, a monitorização da qualidade da água e a recuperação de habitats.
Arqueologia
Esta acção compreendeu o acompanhamento arqueológico de todas as fases da obra, sob orientação do Instituto Português de Arqueologia, para despistagem de sítios e o estudo de mais de uma centena de sítios arqueológicos. Destaca-se a revelação de contextos de cronologia tardo romana a alto medieva, em que vários dos sítios revelaram diferentes edifícios e estruturas destes períodos, incluindo contextos funerários.
Outro trabalho foi a sistemática selagem dos sítios arqueológicos, nomeadamente a protecção dos dois monumentos megalíticos escavados (Anta da Fonte da Senhora 1 e Anta da
Azinheira).
Monitorização Ambiental
Esta acção compreende duas componentes:
- Caracterização do estado de referência, estabelecimento do caudal ecológico e programa de monitorização da Ribeira de Almansor;
- Programa de monitorização da albufeira de Minutos e da qualidade das águas subterrâneas — neste caso, trata-se de um estudo pioneiro em que Portugal se propõe seguir a evolução do estado trófico da albufeira desde a fase inicial do enchimento.
Gestão e Compensação de Habitats e Recuperação Paisagística
Pretende-se recuperar e compensar os habitats alterados com a construção da barragem através de um conjunto de intervenções tais como criar ou reconstituir as galerias ripícolas, melhorar corredores ecológicos, recuperar áreas de montado adjacentes à albufeira e estabilizar taludes da albufeira com riscos de erosão.
Reflorestação
A desmatação da área da albufeira da barragem levou ao abate do montado de azinho e de sobro compensando-se agora com a criação de novos povoamentos através da plantação e consolidação de cerca 495 ha, em perímetros florestais sob gestão da Direcção Regional de Agricultura do Alentejo (DRAAL).
Custos e Financiamentos
Barragem
— Valor dos trabalhos executados (inclui expropriações, indemnizações, fiscalização, assistência técnica e parte de trabalhos arqueológicos) — € 19,10 milhões
— Financiamento Programa Comunitário INTERREG II - Transfronteiriço - 75%;
Estado Português - 25%.
Redes de Rega, Drenagem e Viária
— Valor dos trabalhos executados (inclui expropriações, indemnizações, fiscalização, assistência técnica) € 15,7 milhões.
— Financiamento Programa Comunitário AGRO, com verbas do QCA
III.
Medidas de Minimização de Impacte Ambiental
— Valor dos estudos e sua execução — € 3,8 milhões
— Financiamento: O estudo dos primeiros sítios foi co-financiado pelo QCA
II, seguindo-se uma segunda fase, co-financiada pelo QCA III.