
Aproveitamento Hidroagrícola
do Lucefecit
Localização e área beneficiada:
Esta
obra, cuja construção se realizou em duas
fases, a 1ª fase de 1977 a 1988 e a 2ª fase de 1990 a 1995, situa-se
no concelho do Alandroal em terras das freguesias de Terena, Nossa
Senhora da Conceição e Santo António dos Capelins, do distrito de Évora.
Este aproveitamento hidroagrícola beneficia uma área de 1.179
hectares, dos quais 229 hectares da 1ª fase são regados por gravidade
e os restantes 950 hectares da 2ª fase são regados por aspersão.
Na zona respeitante à 1ª fase da Obra são ainda
regados fora do perímetro de rega cerca de 120 hectares na qualidade de
utente a título precário.
Exploração da Obra:
Inicialmente esta Obra foi classificada como OBRA do
GRUPO III tendo sido, em 26 de Março de 1997 por Resolução do
Conselho de Ministros nº 63/97 e publicada no Diário da República Iª
Série B nº 93 de 21 de Abril de 1997, classificada como Obra de
interesse regional do GRUPO II.
Em 1988, iniciou-se a exploração e conservação da
Obra pelo Estado e a partir de 1990 foi transferida a sua gestão por
protocolo celebrado com a Direcção Geral de Hidráulica e Engenharia
Agrícola, para a Junta de Agricultores do Lucefecit, com sede em
Terena. A constituição desta Junta de Agricultores foi homologada em
9/3/1988.
Actualmente está em curso a criação da Associação
de Beneficiários do Lucefecit com a finalidade de no futuro vir a gerir
esta Obra, logo que concluída a fase experimental da 2ª fase. O número
de beneficiários deste aproveitamento hidroagrícola varia de ano para
ano, tendo-se apurado 38, em 1996.
Fontes de abastecimento de água:
A água para a rega provém da albufeira do
Lucefecit, localizada na ribeira de Lucefecit, afluente da margem
direita do rio Guadiana. As principais características da barragem e da
albufeira são:
| BARRAGEM |
|
| .
tipo de terra, completada por dois diques de pequena altura mas
com grande desenvolvimento, situados em linhas de água da
margem esquerda da ribeira |
|
| .
altura máxima acima do leito |
23
m |
| .
desenvolvimento do coroamento |
285
m |
| .
largura do coroamento |
8,0
m |
| ALBUFEIRA |
| .
bacia hidrográfica |
257
km2 |
| .
área inundada |
169
ha |
| .
cota do N.P.A. |
182,0
m |
| .
cota do N.M.C |
183,5
m |
| .
capacidade total |
10,23
hm3 |
| .
capacidade útil |
9,00
hm3 |
| .
capacidade morta |
1,23
hm3 |
Rede de rega:
Para a distribuição da água para a agricultura foi
construída uma rede de rega com um desenvolvimento total de 46.000
metros, dos quais 3.500 metros constituem a rede primária e 6.500
metros a rede secundária da 1ª fase (rega por gravidade). Os restantes
36.000 metros são em tubagem enterrada e pertencem à 2ª fase (rega
por aspersão). Para apoio da rede de rega por aspersão foram construídas
duas estações elevatórias de rega e dois reservatórios
unidireccionais. A estação elevatória do Lucefecit (EE1) está
equipada com seis grupos electrobomba e possui as seguintes características:
| |
Grupos
maiores |
Grupos
mais pequenos |
Caudal
máximo a elevar
altura manométrica
potência dos motores
número de unidades |
1.035
m3/h
87 m
40 kw
4 |
360
m3/h
87 m
160 kw
2 |
Localização na Carta de Portugal:
O aproveitamento hidroagrícola do Lucefecit
encontra-se localizado nas folhas nº 451 e 452 na escala 1/25 000 da
Carta de Portugal.
Situação anual das reservas hídricas e respectivos consumos:
No Quadro 1 encontram-se registados os valores da água armazenada na albufeira do
Lucefecit no início e fim de cada campanha de rega, assim como, os
valores de água consumida na agricultura e indústria desde o ano de
1988.
Evolução das culturas e áreas regadas:

As
principais culturas deste aproveitamento hidroagrícola são o milho,
girassol, prados e forragens, como se pode ver no gráfico da evolução
das principais culturas e áreas regadas.
Desde
1989 têm sido regados, fora do perímetro de rega do Lucefecit, cerca
de 120 hectares, utilizando água fornecida pelos elementos da Obra e na
qualidade de utente a título precário.

No Quadro 2 mostra-se a evolução
das áreas regadas no período 1990-2001. Do ano de 1991 não existem
elementos sobre as culturas e áreas regadas.

Quadro 1 - Água armazenada e
consumida (milhões de m3)
| |
Volumes armazenados |
Volumes consumidos |
Anos |
No início da rega |
No final da rega |
Rega |
Outros fins |
Total |
1988 |
* |
* |
0,154 |
- |
0,154 |
1989 |
* |
* |
1,028 |
- |
1,028 |
1990 |
* |
* |
2,445 |
- |
2,445 |
1991 |
7,586 |
4,857 |
* |
- |
* |
1992 |
4,475 |
1,796 |
1,960 |
- |
1,960 |
1993 |
1,940 |
1,100 |
0,621 |
- |
0,621 |
1994 |
9,045 |
4,787 |
1,668 |
- |
1,668 |
1995 |
5,425 |
1,500 |
3,032 |
0,893 |
4,925 |
1996 |
9,989 |
4,188 |
3,185 |
- |
3,185 |
| 1997 |
9,665 |
4,490 |
3,356 |
1,819 |
5,175 |
| 1998 |
12,166 |
3,910 |
4,477 |
1,779 |
6,256 |
Quadro 2 - Evolução das
culturas e áreas regadas (ha)
|
1990 |
1991 |
1992 |
1993 |
1994 |
1995 |
1996 |
1997 |
1998 |
1999 |
2000 |
2001 |
Milho |
190 |
- |
211 |
7 |
139 |
275 |
410 |
490 |
631 |
509 |
600 |
683 |
Cebola |
4 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
Tomate |
5 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
Meloal |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
11 |
34 |
44 |
37 |
36 |
Horta |
- |
- |
- |
4 |
1 |
3 |
3 |
10 |
42 |
35 |
2 |
4 |
Girassol |
- |
- |
87 |
153 |
121 |
138 |
186 |
61 |
42 |
52 |
28 |
81 |
Prados e forragens |
- |
- |
10 |
9 |
12 |
20 |
49 |
1.764 |
52 |
62 |
95 |
39 |
Vinha |
- |
- |
- |
- |
22 |
21 |
22 |
22 |
23 |
1 |
25 |
37 |
Olival |
- |
- |
- |
- |
6 |
13 |
28 |
36 |
41 |
7 |
53 |
39 |
Trigo |
- |
- |
- |
- |
78 |
184 |
107 |
158 |
46 |
46 |
87 |
17 |
Sorgo |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
47 |
39 |
51 |
28 |
Linho não.textil |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
49 |
- |
34 |
2 |
Outras |
5 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
35 |
12 |
0 |
Total regado |
204 |
0 |
308 |
173 |
379 |
654 |
805 |
2.552 |
1.006 |
830 |
1.023 |
967 |
|